A noite passou rápido demais! Quando meus olhos cerraram-se, eis que o alarme do celular irrequieto e repetitivo, anunciava que um novo dia me convidava para um café com pausa e prosa. Às vezes, o cotidiano parece silencioso até que se abra a porta e repare nas pequenas coisas que atraem o olhar e despertam as palavras indolentes.
Há pouco mais de um mês presenciei (mais) uma queda de árvores na cidade que, via de regra, parece naturalizar tal feito. A estupidez humana insiste em destruir a natureza, no entanto, mal sabem que Gaia é deusa e deuses não morrem. A força oculta e silenciosa que se ergue do chão manifesta o poder dos ecossistemas em se reinventar e encontrar maneiras de brotar novamente e se adaptar, sem precisar de alarde para se refazer.
Se a natureza ensina? Sim, e muito! No mito Olímpico da criação, Gaia é deusa e essa deusa é a Mãe Terra que gera, nutre, sustenta e ensina. Nessa manhã outonal de maio a sabedoria de Gaia revelou que no silêncio do cotidiano, quando parece que nada extraordinário acontece, é quando as raízes mais profundas estão em constante movimento de construção. Basta desacelerar e permitir-se observar a vida pulsando latente ao redor.
